Embraer fecha primeiro acordo com fornecedora da Índia e amplia presença no país asiático

Embraer assinou primeiro contrato com fornecedora da Índia e reforçou estratégia de expansão no mercado asiático

A Embraer, fabricante brasileira de aeronaves com sede em São José dos Campos, anunciou nesta segunda-feira (11) a assinatura do primeiro contrato com uma fornecedora da Índia. O acordo marca um novo avanço da empresa brasileira na ampliação das operações e parcerias estratégicas no mercado asiático.

Segundo a Embraer, o contrato foi firmado com a Bharat Forge Limited (BFL), multinacional indiana dos setores industrial e aeroespacial. O acordo prevê o fornecimento de materiais brutos forjados utilizados na cadeia de produção da fabricante brasileira de aeronaves.

A assinatura aconteceu em Nova Déli, capital da Índia, e representa o primeiro contrato desse tipo firmado pela Embraer com um fornecedor indiano. De acordo com a empresa, a parceria faz parte da estratégia de fortalecimento e diversificação da cadeia global de suprimentos da fabricante.

A Bharat Forge tem sede na cidade de Pune e atua em diferentes segmentos industriais, incluindo os setores automotivo, energia, petróleo e gás, mineração, ferroviário, defesa e aeroespacial. Segundo a Embraer, a iniciativa também reforça o compromisso da companhia em ampliar a participação no ecossistema aeroespacial da Índia, considerado um dos mercados mais promissores da aviação regional no mundo.

Expansão da Embraer na Índia

O novo acordo amplia uma sequência de investimentos recentes da Embraer no país asiático. Em maio de 2025, a fabricante anunciou a instalação de um escritório próprio em Nova Déli para fortalecer a atuação nas áreas de defesa, aviação comercial, aviação executiva, serviços e mobilidade aérea urbana.

Já em janeiro deste ano, a Embraer fechou um acordo com a Adani Defence & Aerospace, uma das maiores empresas privadas do setor aeroespacial e de defesa da Índia. A parceria envolve cooperação em fabricação de aeronaves, cadeia de suprimentos, serviços de pós-venda e treinamento de pilotos para atender à crescente demanda da aviação regional indiana.

Pouco depois, em fevereiro, as empresas ampliaram o acordo com a assinatura de um memorando para viabilizar a instalação de uma linha de montagem final do jato regional E175 na Índia. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal.

Segundo estimativas do setor citadas pela Embraer, a Índia deverá demandar cerca de 500 aeronaves com capacidade entre 80 e 146 assentos nos próximos 20 anos. Atualmente, a Embraer possui cerca de 50 aeronaves e 11 modelos em operação no país asiático, distribuídos entre aviação comercial, executiva e defesa.

Entre os modelos utilizados na Índia estão os jatos E175 e ERJ145, operados pela companhia aérea Star Air, além das aeronaves Legacy 600 e o sistema aéreo de vigilância Netra, utilizado pela Força Aérea Indiana.

Fonte: Informa Life

A 4ª edição da Semana Safety está chegando e pousa em Goiânia de 9 a 11/6

Acompanhando a agenda de segurança operacional da Anac, o evento levará profissionais e especialistas para discutir o perfil da aviação no Centro-Oeste

Está chegando a Goiânia (GO) uma nova etapa da Semana Safety, evento que leva a diversas regiões do Brasil assuntos relevantes sobre segurança operacional na aviação civil. A 4ª edição será realizada nos dias 9, 10 e 11 de junho na capital goiana. As inscrições já estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas por formulário eletrônico. 

A etapa contará com os especialistas da Agência e profissionais do setor para falar sobre operações aéreas, segurança e boas práticas com base na realidade da região Centro-Oeste. O objetivo é aproximar a Anac de seus públicos regulados, trocar experiências e aprimorar o transporte aéreo. 

A Semana Safety é uma oportunidade de debater a aplicação prática do Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO) e de fortalecer a cultura de segurança entre todos os elos da aviação. A ideia é escutar os relatos de profissionais para entender como aperfeiçoar ferramentas e ações que previnam riscos e perigos nas operações aéreas. 

Participe!  

SERVIÇO 

Semana Safety – 4ª edição  
Goiânia (GO)
 
Inscrições gratuitas 
Data: 9, 10 e 11 de junho de 2026 
Local: Hotel Holiday Inn – Goiânia – Esquina Com – Rua 22, R. 23, Quadra E-09, Lotes 13 -71-73, Setor Oeste – Goiânia – GO, 74120-130 
📍 Mapa: https://maps.app.goo.gl/P2vbAN21PBWRH1Dq5 
Hora: 9h às 17h 
Programação em breve na página de eventos da Anac


Próximas etapas 

Segurança é o nosso propósito! 

Por isso, a Semana Safety da Anac continuará a visitar cidades pelo Brasil. Confira abaixo a previsão dos próximos eventos:  

5ª edição: Belo Horizonte (MG) –  29 de setembro a 1º de outubro   
6ª edição: São Paulo (SP) – Outubro 

Acompanhe a divulgação das próximas edições pelo site e pelas redes sociais da Anac.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Inovação e segurança é o novo tema do evento de construção do Planejamento Estratégico da Anac, no dia 13/6

Evento reúne especialistas e stakeholders do setor de aviação civil para debates sobre os principais desafios e tendências do mercado aéreo

O segundo dia do evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), acontecerá no dia 13 de maio, a partir das 9h, na sede da Agência, em Brasília (DF). As inscrições seguem abertas até o dia 20 de maio. 

O tema “Inovação e Segurança” marca mais uma etapa do evento, que busca contribuir, de forma colaborativa, para a construção do Planejamento Estratégico da Anac para os próximos anos, considerando os desafios e as transformações da aviação civil. 

A proposta é reunir especialistas e representantes do setor para promover debates qualificados sobre tendências, riscos e oportunidades, gerando insumos estratégicos que apoiem a definição de prioridades, diretrizes e decisões da alta gestão da Agência no ciclo 2027–2030. 

Confira a programação do dia 13 de junho: 

Manhã – Fabricantes 

Horário Atividade Participantes Moderador 
9h – 9h10 Abertura – Diretoria Anac Rui Mesquita (Diretor da ANAC) — 
9h10 – 9h30 Apresentação: EVE — Perspectivas do mercado de eVTOL Johann C. Bordais (EVE) — 
9h30 – 10h50 Mesa Redonda: Desafios para a aviação do futuro João Miyazawa (Helibrás) · Ricardo Lavall (Embraer) · Simone Souza (Boeing) · Gilberto Peralta (Airbus) Diretor Roberto Honorato 
10h50 – 11h10 Intervalo — — 
11h10 – 12h Mesa Redonda: Desafios para a aviação do futuro Daniel Bassani (AIAB) · Caio Jordão (Inpaer) · Gabriel Porto (Xmobots) · Samuel Salomão (Speedbird) Diretor Roberto Honorato 
12h – 14h Almoço — — 

Tarde – Sacurity, Safety. Manutenção e Aviação Geral 

Horário Atividade Participantes Moderador 
14h – 15h20 Mesa Redonda: Desafios da aviação civil para security e facilitação Caio Bortone (PF) · Marcos Valença (GSI) · Daniel Granado (SITA) · Renato Lima (BASET) · Gustavo Murad (Amadeus) Sup. Giovano Palma 
15h20 – 15h40 Intervalo — — 
15h40 – 17h00 Mesa Redonda: Desafios para o incremento de uma cultura de segurança operacional Thiago Lírio (CENIPA) · James Short (SDOP/DECEA) · Gabriel Casella (BCAST) · Pedro Stochi (BAIST) Chefe Assessoria de Seg. Operacional Bernardo Castro 
17h – 18h15 Mesa Redonda: Desafios para o desenvolvimento da aviação geral Antônio Campos (Mantaer) · Flávio Pires (ABAG) · Hoana Almeida (SINDAG) · Marina Kalousdian (Rubic Balões) · Geraldo Strambi (SNETA) Diretor Cláudio Ianelli 

Quer contribuir com sugestões e ideias sobre os principais desafios e o que precisa mudar para o desenvolvimento da aviação brasileira? Basta preencher o questionário “Workshop Desafios da Aviação ou enviar sua contribuição para o e-mail gapi@anac.gov.br, com seu nome e a organização que representa.   

SERVIÇO 

Evento: “Desafios da aviação para os próximos 5 anos” 

13 de maio 
Evento presencial 
Inovação e Segurança 
Local: Auditório da sede da Anac. 
Endereço: Edifício Parque Cidade Corporate, Torre A, 1º andar. 
Setor Comercial Sul (SCS), Quadra 09, Lote C, Asa Sul. Brasília/DF 

Inscrições gratuitas! 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Suspensão nacional de ações sobre voos não inclui danos por culpa da empresa

A suspensão nacional de ações contra companhias aéreas, determinada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.417, não se aplica às hipóteses de cancelamento de voo por manutenção não programada do avião. A prática configura fortuito interno, logo não se enquadra nas excludentes de responsabilidade previstas no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), que enumera as hipóteses de caso fortuito ou força maior no transporte aéreo.

Com esse entendimento, a 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou o prosseguimento de uma ação indenizatória por danos morais.

O caso concreto trata de um agravo de instrumento movido por dois clientes de uma companhia aérea. Eles recorreram ao tribunal gaúcho contra uma decisão de primeira instância que manteve a suspensão do processo de origem com base na suspensão nacional determinada no Tema 1.417.

Os passageiros argumentaram que a manutenção não programada da aeronave, circunstância admitida pela própria companhia aérea, caracteriza fortuito interno, e não fortuito externo ou força maior.

Diante disso, sustentaram que a suspensão da ação fundamentada na tese do STF é improcedente. Isso porque que a norma da Corte delibera sobre a responsabilidade civil por cancelamento, alteração ou atraso de voo por motivo de caso fortuito ou força maior, o que, segundo os passageiros, não se aplicaria ao caso.

Fortuito interno

O relator do processo, desembargador Gustavo Alberto Gastal Diefenthäler, acolheu os argumentos dos passageiros e autorizou o prosseguimento da ação de indenização contra a companhia aérea. Ele afirmou que a manutenção não programada da aeronave configura hipótese de fortuito interno, e não de caso fortuito ou força maior, logo não se insere nas situações expressamente previstas no artigo 256, § 3º, do CBA.

O entendimento do julgador é de que a suspensão da ação é indevida e que a paralisação do caso é desnecessária. Isso porque as situações em que a responsabilidade civil sobre a manutenção não programada se funda em fortuito interno, logo não se amolda ao paradigma do Tema 1417/STF, conforme expressamente esclarecido pela Corte nos embargos de declaração.

“Nessas circunstâncias, mostra-se indevida a suspensão do feito para aguardar o julgamento da controvérsia submetida ao Tema nº 1.417 pelo Supremo Tribunal Federal, razão pela qual ela deve ser levantada, a fim de possibilitar o regular e imediato prosseguimento do feito”, concluiu o magistrado.

O advogado Márcio Morais Hartmann, que atuou no caso, afirma que a decisão do desembargador se configura como um dos primeiros entendimentos jurisprudenciais nesse sentido no âmbito do TJ-RS.

Ele relembra que o ministro Dias Toffoli, autor da decisão que suspendeu os processos, esclareceu ele próprio, em março de 2026, que a suspensão dos processos se aplica apenas às hipóteses de caso fortuito ou força maior, não abrangendo situações de fortuito interno.

“Diante desse novo entendimento, provocamos o Juízo de primeiro grau para afastar o sobrestamento do processo, uma vez que o caso concreto não se enquadrava nas hipóteses abrangidas pelo Tema 1.417 do STF. Contudo, a juíza não acolheu os argumentos apresentados”, afirmou o advogado, acrescentando que, por ser uma das primeiras decisões com esse entendimento, outros advogados poderão ingressar com recursos com base nesse precedente.

Clique aqui para ler a decisão
AI 5108857-40.2026.8.21.7000/RS

Fonte: Conjur

Anac é premiada por excelência em treinamento aeronáutico

Premiação concedida pela quinta vez consecutiva reforça atuação da Agência na formação de profissionais do setor


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi novamente reconhecida internacionalmente pela excelência na formação de profissionais da aviação ao receber prêmio da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), no âmbito do programa Trainair Plus. A certificação atesta a qualidade dos cursos oferecidos por centros de treinamento em todo o mundo. 

Esta é a quinta vez que a Anac recebe o reconhecimento. Neste ano, a Agência foi novamente premiada pelo curso a distância Aviation English Level 3 for Civil Aviation Professionals (Inglês Nível 3 para Profissionais da Aviação Civil). No ano passado, o curso recebeu mais de 3 mil inscrições.  

O troféu foi entregue ao diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, durante agenda institucional realizada na última semana, no Marrocos. 

No Brasil, o curso tem papel estratégico na capacitação de servidores da Agência e de profissionais do setor aéreo, além de atender públicos de outras áreas com interface com a aviação. 

Com carga horária de 40 horas, a formação é estruturada para desenvolver o domínio do vocabulário técnico da aviação, com foco em leitura, interpretação e escrita. O aprimoramento da comunicação contribui diretamente para maior precisão nas informações e para o fortalecimento da segurança operacional. 

Com mais esse reconhecimento, a Anac consolida sua atuação como referência internacional na capacitação de profissionais da aviação e reforça o compromisso com a qualificação contínua do setor. 

Fonte: Anac

Principais fabricantes da aviação executiva confirmam presença no Catarina Aviation Show 2026

Bombardier, Dassault, Embraer, Gulfstream, Airbus e Leonardo estarão na 5ª edição do evento


O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional receberá, entre os dias 21 e 23 de maio, a quinta edição do Catarina Aviation Show. Realizado pela JHSF em parceria com a NürnbergMesse Brasil e apresentado pelo Bradesco Global Private Bank, o encontro reúne alguns dos principais fabricantes da aviação executiva, como Bombardier, Dassault, Embraer, Gulfstream, Pilatus e Airbus, reforçando seu papel como um ambiente qualificado para geração de negócios em um mercado estimado em US$ 37,56 bilhões, segundo relatório da Business Research Insights (2025).

Nesse contexto, o Brasil segue como um mercado estratégico, concentrando atualmente a segunda maior frota de jatos executivos do mundo. “Os fabricantes, especialmente nos segmentos super midsize e heavy jets, estarão presentes mais uma vez, refletindo a relevância do país e do evento para o setor”, afirma Vinnicius Vieira, diretor do Catarina Aviation Show, representando a NürnbergMesse Brasil.

Além das aeronaves de asa fixa, o evento contará com importantes players de asas rotativas, como Helibras e Leonardo Helicopters. A exposição é complementada por fabricantes como Junkers, Pilatus (via Synerjet) e Cirrus, reunidos no hangar que sedia o encontro.

Além da aviação, o Catarina Aviation Show expande seu escopo ao integrar experiências alinhadas ao perfil do público, conectando diferentes frentes do ecossistema da JHSF. No universo náutico, a Schaefer Yachts está confirmada. Em terra, o público terá acesso à exposição de supercarros de marcas como BMW, Lexus, Aston Martin e Cadillac, além de sessões de test-drive e uma oferta gastronômica assinada pelo Grupo Fasano.

“O Catarina Aviation Show é um evento único, que reúne os principais fabricantes de aeronaves e marcas que fazem parte do cotidiano do público de alta renda. A curadoria do evento e a qualificação de seus visitantes são diferenciais que transformam o encontro em uma plataforma efetiva de negócios”, afirma Augusto Martins, CEO da JHSF.

Para João Paulo Picolo, CEO da NürnbergMesse Brasil, o evento também contribui para posicionar o Brasil de forma consistente no cenário de aviação executiva internacional. “Ao reunir líderes do setor e um público altamente qualificado, em um ambiente estruturado para negócios, fortalecemos conexões e ampliamos oportunidades para toda a cadeia.”

O evento é fechado e exclusivo para convidados dos organizadores, patrocinadores e marcas expositoras.

Fonte: R7

Programa TransplantAR atinge 100 voos e viabiliza 99 transplantes com uso de aeronaves privadas

O programa TransplantAR realizou, na manhã da última sexta-feira (24), o 100º voo de transporte de órgãos. A iniciativa pioneira do Governo de São Paulo é fruto de parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), lançada em setembro de 2024.

O Hospital de Base de São José do Rio Preto realizou, também na mesma manhã, a captação de múltiplos órgãos. Foram captados coração, pulmões, pâncreas, fígado, rins e córneas.

Os 100 voos registrados resultaram em 99 transplantes realizados em todo o país, sendo 64 corações, 18 fígados, 2 pâncreas e 15 pulmões.

O programa TransplantAR agiliza a logística de captação e transporte de órgãos no estado com o uso de aeronaves privadas. O 100º voo representa um marco histórico da iniciativa.

É um marco muito importante para o Governo de São Paulo e para o TransplantAR, que é um programa criado exclusivamente para otimizar a captação e o transporte de órgãos destinados a transplantes”, destacou Eudes Quintino de Oliveira Junior, chefe de gabinete da SES-SP, um dos idealizadores do projeto, em parceria com o médico Ronaldo Honorato e o comandante Francisco Lyra.

A operação contou com uma aeronave que partiu de Estrela d’Oeste e chegou ao aeroporto de São José do Rio Preto pela manhã, sendo responsável pelo transporte de coração, fígado e pulmões. Os órgãos foram encaminhados à capital paulista e chegaram ao Aeroporto de Congonhas no período da tarde, de onde seguirão para diferentes unidades de saúde, incluindo o Incor-HCFMUSP, onde serão realizados os transplantes.

Programa TransplantAR – Lançado em setembro de 2024, o programa reúne esforços para acelerar o resgate e o transporte de órgãos em todo o país. Pela iniciativa, proprietários de aeronaves privadas podem doar horas de voo para apoiar a captação e o deslocamento de equipes médicas e órgãos destinados a transplantes, ampliando as chances de sucesso na realização dos procedimentos cirúrgicos.

O programa não acarreta custos aos cofres públicos e utiliza aeronaves privadas, que frequentemente permanecem paradas em hangares, para realizar os deslocamentos. O IBA é responsável por selecionar os proprietários das aeronaves que estejam dispostos a doar horas de voo para o programa.

Helicópteros, turboélices e jatos particulares autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) são utilizados de forma voluntária pelo programa. Essas aeronaves são mais ágeis que os voos comerciais, o que é crucial para o transporte de órgãos como o coração e o pulmão, que precisam ser transplantados em até quatro horas, e o fígado, em até 12 horas após a captação.

No ano passado, o programa recebeu reconhecimento nacional ao vencer a categoria Justiça e Cidadania da 22ª edição do Prêmio Innovare, que destaca iniciativas voltadas ao fortalecimento da cidadania e à inovação em políticas públicas.

Fonte: Aeroin

Evento antecipa debates globais e destaca agenda estratégica para o desenvolvimento do setor aéreo

Promovido na sede da Anac, em Brasília, debate também abordou a necessidade de aperfeiçoar a lógica de proteção ao passageiro


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) sediou, na quarta-feira, 23 de abril, em Brasília (DF), o Fórum Brasileiro de Aviação. O encontro reuniu autoridades públicas, representantes do setor aéreo e especialistas para debater os principais desafios regulatórios, operacionais e econômicos da aviação no país. O evento foi realizado em parceria com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e teve o apoio da Latam Airlines. 

Três eixos nortearam as discussões dos painéis. O primeiro tratou do custo estrutural da aviação no Brasil, com destaque para a reforma tributária e seus impactos para o crescimento do mercado. No segundo eixo, painelistas debateram a regulamentação da norma sobre passageiros indisciplinados. Já o terceiro abordou a judicialização do setor, que vem sendo discutida, inclusive, no Supremo Tribunal Federal (STF).  

“Queremos, no que for da nossa competência, ajudar no crescimento do setor de aviação civil no Brasil porque isso significa mais pessoas voando e mais cidades conectadas”, destacou o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, durante a abertura do evento.  

Faierstein também reforçou que não há desenvolvimento da aviação civil no mundo sem a participação do Estado, e que o Brasil vive uma oportunidade de consolidar essa sinergia de forma estruturada, com apoio do Ministério de Portos e Aeroportos.  

A Pasta foi representada no evento pelo secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo. “Nosso papel, como formuladores de política pública, é abrir o diálogo com quem tem competência sobre esses temas e construir caminhos viáveis”, disse durante sua participação.  

Fórum de Aviação  

O Fórum Brasileiro de Aviação contou com a presença do representante da IATA, Oracio Marquez, diretor regional do órgão para Assuntos Externos para a América Latina e o Caribe. O CEO da Latam, Jerome Cadier, também integrou o grupo. 

O encontro teve o objetivo de antecipar discussões que devem ser realizadas com líderes globais do setor aéreo na 82ª Assembleia Geral Anual (AGM) e na Cúpula Mundial de Transporte Aéreo da IATA, que ocorrerão no Rio de Janeiro (RJ), em junho. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Quanto custa ter (e manter) um jato executivo no Brasil?

Comprar um jato executivo ainda é um privilégio para poucos no Brasil, mas, investir nesse modal de transporte, já conquistou até craques do mundo da bola, como Neymar, atleta do Santos. Quem não tem os milhões do camisa 10 do Santos para gastar, porém, também é curioso para saber quanto custa para ter uma aeronave de luxo à disposição.

Os preços variam bastante, conforme o porte e a autonomia, pontos que impactam diretamente também nos custos de manutenção. Modelos leves podem custar alguns milhões de dólares, enquanto jatos maiores chegam a cifras que tornam o público-alvo ainda mais seleto. No entanto, o valor de aquisição é apenas o começo da conta.

Para entender quanto custa manter esse tipo de aeronave é preciso considerar despesas recorrentes, como combustível, hangaragem, tripulação e, principalmente, manutenção. Esse último item costuma ser um dos mais caros ao longo da vida útil do jato. Confira, então, quanto custa ter (e manter) um jato executivo no Brasil.

Custos de manutenção de jatos “populares”

Entre os modelos mais comuns no Brasil estão o Embraer Phenom 300, o Cessna Citation CJ3+ e o Learjet 75. Todos fazem parte da categoria de jatos leves e são amplamente utilizados na aviação executiva.

Além de um jato executivo, Neymar tem que manter um helicóptero e um Batmóvel (Imagem: Reprodução/Instagram, @neymarjr--+--
Além de um jato executivo, Neymar tem que manter um helicóptero e um Batmóvel (Imagem: Reprodução/Instagram, @neymarjr–+–

No caso do Phenom 300, o custo anual de manutenção programada pode variar entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, dependendo das horas voadas. Já o custo por hora de voo gira em torno de R$ 8 mil a R$ 12 mil, incluindo inspeções, peças e suporte técnico.

Cessna Citation CJ3+ apresenta números semelhantes, com manutenção anual na casa de R$ 1,2 milhão a R$ 1,8 milhão. O custo por hora de voo costuma ficar entre R$ 7 mil e R$ 11 mil, variando conforme o uso e o plano de manutenção contratado.

Já o Learjet 75 tende a ter custos um pouco mais elevados, com manutenção anual que pode ultrapassar R$ 2 milhões. O valor por hora de voo frequentemente passa de R$ 12 mil, especialmente em operações mais intensas.

Outros custos que pesam no orçamento

Além da manutenção, há mais uma série de despesas fixas importantes e indispensáveis para a manutenção de um jato executivo. A hangaragem em aeroportos brasileiros pode variar entre R$ 10 mil e R$ 30 mil por mês, dependendo da localização e da infraestrutura oferecida.

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tripulação também representa um custo relevante. Pilotos e copilotos, somados a encargos trabalhistas, podem gerar uma despesa anual superior a R$ 500 mil. O seguro aeronáutico, por sua vez, costuma custar entre 1% e 3% do valor do jato por ano.

Custos com hangaragem em aeroportos também pesam para manter um jato executivo no Brasil (Imagem: Divulgação/Envato/svitlanah)
Custos com hangaragem em aeroportos também pesam para manter um jato executivo no Brasil (Imagem: Divulgação/Envato/svitlanah)

Somando todos esses fatores, manter um jato executivo no Brasil pode facilmente ultrapassar R$ 3 milhões por ano, mesmo em modelos considerados de entrada. Por isso, muitos proprietários optam por dividir o uso da aeronave ou recorrer a operações compartilhadas para diluir os custos.

Fonte: CanalTech

Os desafios da avaliação em um mercado mais previsível e seletivo

Com preços menos distorcidos e inventário em níveis saudáveis, a definição de valor voltou a depender menos da tendência de mercado e mais do estado real da aeronave e de seu histórico


Depois de anos marcados por oscilações abruptas, o mercado de aeronaves de negócios usadas entrou em uma fase menos ruidosa, mas se tornou mais complexo — e mais revelador — do que aparenta.

A euforia do período pós-pandemia, quando a escassez de oferta empurrou valores a patamares historicamente altos, ficou para trás. Naquele ambiente, avaliações corriam atrás do mercado, tentando registrar aumentos que, muitas vezes, se sucediam mais rápido do que qualquer índice conseguia acompanhar. Hoje, o quadro é outro. Os valores não despencaram, mas também deixaram de subir automaticamente. Como esperado o mercado entrou em um processo de normalização.

Essa transição tem implicações diretas na forma como aeronaves são avaliadas. Em vez de correções generalizadas, o que se observa agora é um comportamento mais seletivo. Inventários permanecem em níveis considerados saudáveis, suficientes para dar opções ao comprador sem gerar pressão excessiva sobre preços. O resultado é um mercado mais estável, porém menos tolerante a inconsistências.

Nesse contexto, a avaliação deixou de ser um exercício de acompanhar tendências amplas e passou a exigir maior atenção a fatores específicos. Condição real da aeronave, histórico de manutenção, proximidade de eventos caros — como inspeções estruturais ou revisões de motor — voltaram a pesar mais do que números genéricos de mercado. Aeronaves semelhantes no papel podem apresentar diferenças significativas de valor quando analisadas com esse nível de detalhe.

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A fase de valorização automática ficou para trás no setor de aeronaves de negócios usadas, abrindo espaço para um mercado mais racional, seletivo e sensível a inconsistências técnicas e operacionais

Outro efeito desse novo equilíbrio é a ampliação da distância entre aeronaves mais recentes e modelos de gerações anteriores. Durante o pico de demanda, até aeronaves consideradas “legacy” experimentaram valorizações atípicas, sustentadas falta de oferta. Com a normalização do mercado, esses modelos tendem a retomar uma trajetória de depreciação mais alinhada com sua idade, custo operacional e atratividade residual.

Fatores externos continuam presentes, mas atuam mais como ruído do que como vetores estruturais. Questões regulatórias, incertezas econômicas e debates sobre comércio internacional influenciam decisões pontuais, sobretudo no timing de compra, mas não têm provocado mudanças bruscas no comportamento geral do mercado. Compradores e vendedores parecem mais conscientes dos preços praticados e menos propensos a apostas agressivas.

Esse ambiente traz um paradoxo: ele é mais saudável, mas torna o trabalho de avaliação mais difícil. Sem extremos claros, determinar valor exige análise cuidadosa de transações comparáveis, entendimento profundo do perfil de cada aeronave e, sobretudo, disciplina metodológica. Avaliar deixou de ser um exercício de acompanhar o maior número e passou a ser um exercício de interpretação.

No fim, o momento atual reforça uma lição conhecida, mas frequentemente ignorada: mercados maduros não premiam simplificações. A ausência de grandes manchetes não indica estagnação, mas sim previsibilidade — um atributo essencial para decisões de longo prazo. Exatamente o que sustenta avaliações mais sólidas e escolhas mais racionais.

Fonte: Aeromagazine

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